sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Visita à exposição de Mercedes Lara no Centro Cultural de Cascais

No dia 11 de janeiro, fomos ao Centro Cultural de Cascais viver o Atelier de Dança Poeira, a partir da exposição de Mercedes Lara.

"Encontrámos as Mulheres da Poeira, que são umas meninas que vivem na casa do Centro 
Cultural" (Matilde)
"Elas dançavam pela casa e eram amigas." (Guilherme)



 "Fomos ver as obras da artista (Mercedes Lara) que era feita com fios" (Martim M.)
"Com fios e com luzes"  (Kyle)
"E as luzes iam mudando de cor." (Leticia)

"Dançámos com os fios da nossa altura que eram os fios do nosso tempo" (Lourenço)









"Depois dançámos com as luzes, dançávamos com o movimento que as luzes faziam nas paredes e no chão porque uns de nós mexiam as lanternas e outros dançavam." (Ude e Bernardo G.)
"Depois trocámos de lugar" (Tiago)


"Eu gostei muito quando no fim dançámos dentro e fora das caixas" (Matilde)
"E atrás das caixas" (Tomás)
"E em cima também" (Martim M.)
"Dançámos pela caixa toda" (Biança T.)



Foi uma visita que gostámos muito porque "quando dançámos, ficámos contentes e mais leves. Também ficámos mais molinhos. Apetecia rir alto" (várias crianças)


A visita da mãe do Gabriel

A mãe do Gabriel veio à nossa sala ensinar-nos a fazer gelado.

"Ela trouxe uma máquina para fazer o gelado." (Gabriel)
"E o gelado era feito com gelo e fruta" (Georgiana)
"Era gelado de maça e banana" (Leticia)


"Primeiro ela pôs açúcar na máquina e pôs a máquina a trabalhar para ele ficar fininho" (Georgiana)
"Depois pôs o gelo e voltou a pôr a máquina a trabalhar para partir o gelo." (Leticia)
"E depois pôs duas maçãs e duas bananas e voltou a pôr a máquina a trabalhar para misturar tudo muito bem." (Vitorino e Bernardo G.)
"Cheirava bem" (Leticia)
"E estava bom. Sabia muito bem." (Tomás e Bianca T.)






As sementes

Temos um pequeno carvalho na sala que nasceu da bolota que semeamos em novembro, quando estudamos as bolotas que o Bernardo G e o Lukyan trouxeram para a sala.


"Era uma bolota porque nasceu uma árvore. As sementes dão árvores. As sementes são bolotas." (Lukyan, Gustavo e Biança C.)
"Não, as sementes não são bolotas, as bolotas é que dão árvores, pronto!" (Bernardo G.)

Como não sabíamos muito bem o que era uma semente, o Prof. Fernando veio à nossa sala e trouxe muitas sementes diferentes para nós observarmos e percebermos o que era uma semente.





Observámos, tocámos, cheirámos e conversámos sobre o que víamos, sobre o que pensávamos sobre o assunto.
O Prof. Fernando deixou-nos várias sementes diferentes e "agora vamos semear na terra para ver o que acontece." (várias crianças)

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Hoje iniciamos o nosso blog de turma.

A nossa caminhada enquanto grupo já tem cerca de três meses, mas só agora decidimos partilhar com todos as nossas curiosidades e descobertas, os nossos trabalhos, as nossas partilhas e conversas, as nossas aprendizagens. Isto porque todos temos Uns Olhares Curiosos para o mundo que nos rodeia.

Mas, para partilharem connosco a nossa caminhada, decidimos resumir os últimos meses que vivemos juntos na nossa sala.

SETEMBRO 


Acreditando que o jardim de infância deve ser um espaço pedagógico organizado, que promova momentos de aprendizagem significativa em que as crianças interajam cooperativamente, partilhando experiências e vivências, organizámos as diferentes áreas de actividades. A partir das actividades que realizávamos diariamente, fomos comunicando como o fazíamos e os materiais que usávamos, construindo os inventários e identificando as diferentes áreas.


   

O espaço deverá, por isso, promover o desenvolvimento da autonomia das crianças, permitindo-lhes realizar com responsabilidade actividades e tarefas indispensáveis ao dia a dia do grupo e apoiando-as na construção e gestão do seu processo de aprendizagem. Para regular esse processo, foram surgindo alguns instrumentos de pilotagem que eram debatidos em conselho. 


Assim, construímos as nossas normas e regras de conduta que nos permitirá conviver e funcionar cooperativamente enquanto grupo. Combinámos a nossa agenda semanal que servirá de base para a organização das nossas semanas.


O projecto dos planetas

O Martim M. trouxe um livro para a sala que falava sobre o planeta Terra e sobre o Sistema Solar. Conversámos, na reunião de acolhimento, sobre o que estava no livro,surgindo uma questão que nos despertou a curiosidade: O que há à volta da Terra? 
Pesquisámos em livros na biblioteca da sala e da escola, investigámos na internet, a Edite (monitora da CASE) emprestou-nos um livro sobre o sistema solar e o Martim M. emprestou-nos o seu livro. Descobrimos os planetas, quisemos copiar os seus nomes e desenhá-los.


Com o que aprendemos, decidimos organizar uma comunicação para os meninos do 3º ano da professora Isabel, que vieram à nossa sala e nos ouviram com toda a tenção. Observaram o sistema solar que tínhamos construido e ouviram a conferencia que tínhamos preparada.



No final do projecto dos planetas, e com tudo o que tínhamos aprendido, decidimos inventar uma história sobre Um Planeta Esquisito

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No dia 29 de setembro fomos fazer um passeio: fomos ao Moinho de Armação de Alcabideche. Fomos a pé e, quando lá chegámos fomos ver como era o moinho, as sementes de trigo, as mós que transformam o trigo em farinha. Peneirámos a farinha e com ela amassámos pão que foi a cozer no forno. No final do passeio trouxemos o pão para comer ao lanche.

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OUTUBRO

Exposição "Um olhar sobre a obra de Franz Marc"

A partir de um livro que chegou à nossa sala e da história que ele trazia, a curiosidade cresceu à volta da obra do artista plástico alemão Franz Marc. O livro "O artista que pintou o cavalo azul", escrito e ilustrado por Eric Carle, levou-nos a pesquisar se as obras de que o livro falava existiam realmente. E encontrámos muitas delas.


Curiosos como somos, quisemos saber quem era Franz Marc, onde tinha vivido e o que tinha pintado.

Franz MarcEric Carle

Quisemos reproduzir algumas das suas obras e pintar à maneira de Franz Marc. "Ele não pinta os animais das cores que eles são, ele pinta os animais das cores de ele gosta" (Matilde). "Ele pinta com as cores que ele sente no coração" (Ude) "Ele pinta com a imaginação (Tomás e Lourenço)


No final do projecto, com tudo o que tínhamos descoberto, decidimos organizar uma exposição com os nossos trabalhos. Em parceria com a CASE, escolhemos e organizamos o espaço, elaborámos o cartaz, construímos os convites e convidámos as nossas famílias e toda a escola. E até fizemos uma inauguração com corte de fita e tudo!!!!




Semana da Alimentação Saudável

No dia 16 de outubro foi o Dia Mundial da Alimentação. Como somos curiosos e tudo queremos saber, começámos por querer saber como se fazia uma sopa, pois percebemos que embora seja um alimento saudável, nós não sabíamos como se fazia. Elaborámos uma entrevista com cinco perguntas e convidámos a cozinheira da nossa escola, a D. Lurdes, a vir à nossa sala explicar-nos como faz as sopas que comemos todos os dias.


E na segunda-feira, dia 17 de outubro, festejámos com toda a escola o Dia Mundial da Alimentação com um lanche saudável. Nós fizemos espetadas de fruta, que além de saudáveis, estavam muito bonitas.



Durante esta semana, ouvimos algumas histórias que nos sensibilizavam para a importância de termos uma alimentação saudável e as consequências para a nossa saúde caso isso não aconteça. 



E com a história de A Lagartinha Comilona, de Eric Carle, estivemos também a ver o filme. Como o filme está em inglês, a Adelaide foi-nos lendo a história em português, enquanto víamos o filme.



Projecto "As nossas casas"


Enquanto fazia desenho, a Matilde decidiu desenhar a sua casa. Quando mostrou aos colegas, na hora das comunicações, o que tinha feito, explicou: "Aqui desenhei um seis porque é o número que tem a minha porta.". Depois de conversarmos sobre este assunto, percebemos que era importante sabermos onde morávamos, o nome da nossa rua e o número da nossa porta. Fizemos os desenhos das nossas casas e descobrimos quais os números das portas.



Descobrimos o nome da rua da nossa casa e a localidade onde estava. Descobrimos que alguns moravam na mesma rua, outros moravam perto da escola, outros no mesmo bairro e outros um pouco mais longe. Mas, como somos mesmo curiosos, as perguntas começaram: "Onde fica a Adroana?"(Vitorino), "E Sintra é muito longe?"(Tomás).
Decidimos pesquisar. Fomos ver num mapa do Google e procuramos a rua de cada um. Com a leitura do mapa, algumas crianças sugeriram que podíamos construir uma cidade. "Podíamos fazer Alcabideche", "Podiamos pintar as nossas casas e colar em Alcabideche." (Georgiana e Bernardo G.).
Combinámos pintar as nossas casas em pedras.



Depois, desenhámos Alcabideche em placas, desenhámos as nossas ruas, colámos as nossas casas e não nos esquecemos de algo muito importante: "Falta a escola"(Ude), "E o Cascaishopping"(Bianca T.).


"Construímos uma cidade. Até podemos brincar com os carrinhos!!" (Vitorino e Gustavo). Sim, tínhamos construído a maqueta de Alcabideche, a freguesia onde moramos.